Dia Mundial da Segurança do Paciente: Segurança do paciente desde o início!
Todo ano, em 17 de setembro, comemora-se o Dia Mundial da Segurança do Paciente, uma data criada para aumentar a conscientização global sobre a importância de prevenir danos aos pacientes nos cuidados de saúde. A data estimula governos, instituições, profissionais da saúde, pacientes e suas famílias a atuarem conjuntamente para tornar os serviços de saúde mais seguros.
A instituição do Dia Mundial da Segurança do Paciente foi aprovada pela Assembleia Mundial da Saúde, na sua 72ª sessão, em maio de 2019, por meio da resolução WHA 72.6 (“Global action on patient safety”). Desde então, a data é observada anualmente por todos os estados-membros da Organização Mundial da Saúde (OMS), como parte de campanhas globais para melhorar a segurança nos sistemas de saúde.
O tema para 2025 é “Cuidados seguros para todo recém-nascido e criança”, com o slogan “Segurança do paciente desde o início!”. O objetivo é destacar que bebês e crianças, especialmente do nascimento até os nove anos, têm necessidades específicas e que danos evitáveis nessa faixa etária podem ter consequências de longo prazo.
A segurança do paciente é essencial por diversos motivos. Primeiramente, ajuda na prevenção de erros e danos, como equívocos de medicação, infecções hospitalares, diagnósticos incorretos ou tardios e complicações de procedimentos. Esses incidentes aumentam o sofrimento, prolongam a internação, elevam os custos e, em casos graves, podem levar à morte. Além disso, serviços de saúde mais seguros reduzem retrabalhos e despesas relacionadas à correção de erros, beneficiando tanto sistemas públicos quanto privados.
A confiança dos pacientes nos serviços de saúde também cresce quando há protocolos claros, transparência e responsabilidade. Populações vulneráveis — crianças, idosos e pessoas de baixa renda — costumam ser mais afetadas por falhas nos sistemas de saúde; portanto, garantir segurança é uma forma de promover equidade. Receber cuidados de saúde seguros também é um direito humano fundamental, promovendo dignidade e qualidade de vida, com especial atenção às crianças, para quem os efeitos de eventos adversos podem ser duradouros.
Dados globais mostram a dimensão do problema: estima-se que, em países de renda baixa e média, ocorrem 134 milhões de eventos adversos a cada ano em hospitais, resultando em cerca de 2,6 milhões de mortes. Estudos indicam que em unidades de terapia intensiva pediátrica e neonatal os índices de eventos adversos são muito elevados, muitos deles evitáveis. Em 2024, por exemplo, o tema da campanha mundial foi “Melhorar o diagnóstico para segurança do paciente”, já que erros de diagnóstico — como diagnósticos tardios ou equivocados — correspondem a cerca de 16% dos danos evitáveis.
Para reduzir riscos e aumentar a segurança, algumas medidas são fundamentais: a educação e capacitação contínua de profissionais, protocolos atualizados e simulações, engajamento de pacientes e familiares, padronização de procedimentos e listas de checagem, monitoramento e análise de incidentes, infraestrutura adequada, equipamentos seguros, tecnologia de apoio e políticas públicas voltadas à segurança do paciente.
Exemplos de impacto positivo já mostram que iniciativas simples podem salvar vidas: programas de listas de checagem cirúrgica reduziram complicações e mortes; reforço na higiene das mãos diminuiu infecções hospitalares; e ambientes que promovem cultura de segurança, permitindo que profissionais relatem erros sem medo de punição, aprendem mais rápido e evitam reincidência de falhas.
O Dia Mundial da Segurança do Paciente, celebrado em 17 de setembro, é, portanto, uma oportunidade para refletir e agir. A segurança do paciente vai além de protocolos técnicos: envolve dignidade, vida e direitos de quem busca atendimento. Todos — profissionais de saúde, gestores, pacientes e familiares — têm um papel essencial para que os cuidados sejam mais seguros e eficazes.









